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Rádio Rollapedra
Release
Release/Históricohttp://www.myspace.com/suitesuperluxo http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=82086 (por L. T. Fernandes) Em um show, Luc Albano, a voz do Suite Super Luxo, à época um quarteto, provocava: "se o rock'n'roll morreu, o que é isso então?" O que é isso eu também não posso responder. Mas arriscaria a mais pura expressão daquilo que um dia foi conhecido como rock'n'roll. Guitarras, baixo, bateria e um certo desprezo expresso na forma de delicioso sarcasmo diante de tudo o que está estabelecido. A política? A assepsia da música? Talvez. Mas isso seria por demais reducionista. Neil Young decretou que o rock está aqui para ficar. As almas inquietas certamente se esforçam para acreditar nisso. Ainda que isso seja playback, alguns venderam suas almas para o rock'n'roll, simplesmente doaram de livre e espontânea vontade ou melhor, foram recrutados, sem a possibilidade de recusar. Não há como racionalizar a experiência da fúria genital. Sim, o rock só pode ser sentido nas zonas erógenas. E quando ele ultrapassa as barreiras dos ouvidos para chegar ao cérebro, ele atinge o inconsciente. "O que é isto então?", pergunta Luc Albano. Alguns podem responder: alternativo. Mas alternativo a que exatamente? O quarteto, que hoje é um trio, já tentou verbalizar a experiência, o que não é uma tarefa simples. Tiveram que recorrer ao neologismo: heartcore. Ainda continuamos sem uma resposta. Uma alternativa a alguma coisa. Um pouco de hard rock, um pouco de punk rock. O hard surgiu como uma alternativa ao som de fácil digestão, suave. O punk, uma alternativa ao progressivo. Um laboratório de processamento de influências. Confesso que me contento com apenas isso. Mas isso não é necessariamente o que as pessoas buscam encontrar nas páginas dos jornais. Pois é, existem pessoas que buscam soluções nas páginas dos jornais... Certa vez estava tentando encontrar o melhor ângulo para fotografar o Suíte Super Luxo - hoje, Luc (guitarra e vocal), Laura (baixo) e Beto (bateria). Disputava o espaço com adolescentes na faixa dos 12 anos. O show começou. E como estamos falando de rock'n'roll, terreno onde impera o imprevisível, a câmera estava sem bateria. Dediquei-me a observar aqueles que tentavam digerir pela primeira vez aquela alquimia sonora. Em pouco tempo, garotos pulavam, subiam no palco e comportavam-se como se o rock'n'roll já fizesse parte de suas rotinas há muito tempo. Uma estranha mistura de desprezo, não só em relação aos limites do estabelecimento (uma escola, no caso) - mas também às ordens que até então estavam acostumados a obedecer (a disciplina injustificada por parte das autoridades, na ocasião corpo docente) - e respeito àqueles que conseguiram "musicar" sensações que ultrapassam os ouvidos e atingem aquela área pantanosa do cérebro. Posso dizer com segurança, que aqueles garotos responderam a pergunta de Luc e a minha também. Porque o rock'n'roll não é uma experiência para ser intelectualizada. A proposta é apenas vivê-la. Portanto podem chamar de pós-punk, fuzz rock, garage rock (seja lá o que isso significa), ou qualquer outro termo desses que constam em cartilhas. Podem se apegar a cronologia. A certeza é só uma: tudo isso cai por terra quando o cérebro tenta processar inventivos riffs de guitarra associados a um vocal bêbado, uma bateria poderosa e linhas de baixo elegantes. O Suíte Super Luxo é uma das bandas mais viscerais que conheço porque se entrega sem muitas pretensões às dicotomias. A decadência e a elegância. A brutalidade e a sensibilidade. Ao improviso e ao virtuosismo. Então ficamos assim: inclassificável. Nenhuma foto cadastrada Amigos
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